Se tem uma coisa que qualquer apaixonado por cinema adora é os letreiros dos seus filmes favoritos. Eu sou tão fanático que quando tinha mais tempo livre costumava ir ao cinema 7 dias por semana, e as vezes via 2 ou 3 filmes no mesmo dia, e sempre detestei chegar atrasado, justamente para não perder a abertura. E agora um connoisseur da sétima arte resolveu prestar seu tributo da melhor forma possível, criando um blog não só sobre aberturas de filmes clássicos e lançamentos, mas também de séries de TV, animações e tudo mais!
Pense na abertura mais impressionante que você já viu, e você provavelmente vai encontrar ela por lá. E o melhor de tudo é que está tudo disponível para você assistir em quicktime da melhor qualidade. A única coisa que me resta pensar é, porque eu não tive esta idéia antes? Mas foi melhor assim, porque eu nunca vi um vídeoblog tão bem feito na minha vida. Alguém devia fazer algo assim só com filmes nacionais. O problema é ser processado pelas produtoras de cinema depois que o blog começar a fazer sucesso!
Este post estava esquecido nos meus rascunhos do blog, mas outro dia assisti na HBO o excelente documentário “Everyone Stares - The Police Inside Out” (dirigido pelo baterista Stewart Copeland, que nunca desgrudava da sua câmera e que vai ser assunto de outro post) e me inspirou a publicar este texto, apesar do show já ter acontecido a algum tempo.
No sábado, dia 8 de dezembro de 2007 aconteceu no Rio um reencontro histórico, no qual Sting, Stewart e Andy voltaram a ter o contato do público carioca, após um longo período de 25 anos desde o primeiro e único show do The Police por aqui, em 1982. Se o palco havia sido o modesto Maracanãzinho, desta vez a história era outra, pois o show foi no Maracanã. O público era o mesmo, ou pelo menos, eu também estava na platéia. O tempo passou para o Police, mas Sting, Stewart e Andy não sentiram o seu peso, e nem eu!
Infelizmente a organização do evento pecou em vários pontos, e como está na moda no Brasil, criou a irritante, absurda e injustificável área VIP (no caso, very idiotic, imbecile, indocile, indignant people) na frente do palco, que reuniu a nata dos modelos, atores e pessoas que essencialmente não estavam nem aí pro Show do Police. Isto atrapalhou o contato da banda com o seu público fiel, e deu uma falsa impressão de distanciamento por parte dos músicos.
“Just a castaway, on an island lost at sea,
another lonely day, with no one here but me
More loneliness, than any man could bear,
rescue me before I fall into despair.”
Depois de um excelente aquecimento dos Paralamas do Sucesso, o trio adentrou o palco com pontualidade Britânica e de forma providencial partiu diretamente para o megahit Message in a bottle, deixando a platéia muito animada e eu completamente enlouquecido! Cabe explicar que sempre fui fanático pelos Polícias. Em outros tempos vi o show de Sting no Maracanã, e fui jantar no Satyricon de Ipanema. Ao chegar lá, escrevi um bilhete para ele, em inglês, agradecendo por tudo que ele estava fazendo pelo mundo. Depois fui até minha querida São Paulo para o show da Anistia, no qual também vi muitos shows incríveis Peter Gabriel, Tracy Chapman, Sting e Bruce Springsteen cantando Get Up Stand Up em homenagem ao imortal Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob!
Another suburban family morning…
Grandmother screaming at the wall
We have to shout above the din of our rice krispies
We can’t hear anything at all
Na sequência uma das minhas favoritas, Synchronicity II, fazendo a alegria dos fãs do seu último e genial álbum de estúdio. Claro que ficou faltando Synchhronicity I, mas nada é perfeito. O medley que juntou Voices inside my head e When the world is running down foi mais para os fãs hardcore como eu, aqueles de carteirinha, mas logo em seguida veio Walking on the Moon e versão original de Don’t stand so close to me, que fez o Maraca tremer. Mais uma vez senti falta de uma música que marcou muito a minha vida, Bring on the Night, mas como ela representa muito a fase solo de Sting por conta do álbum ao vivo, entendi a sua ausência do setlist.
“Don’t stand, Don’t stand so, Don’t stand so close to me!”
A inclusão da versão original Don’t Stand so Close to Me fez a alegria dos fãs hardcore como eu. Nesta altura já estava definido o que seria o show, muitos hits misturados com outras músicas menos conhecidas, mas que eram como presentes especiais para os verdadeiros seguidores da banda.
Ouvi muita gente dizendo que o show foi muito técnico, profissional, sem emoção, inclusive grandes amigos cuja opinião eu respeito muito, mas eu tenho que discordar.
Apesar de espremido por conta da nefasta área VIP, eu passei o tempo inteiro pulando, ouvindo música após música das minhas favoritas sendo tocada pelos meus mestres. Sim, mestres, porque se acabei me iniciando na guitarra por influência de mestres como Jimi Hendrix, Jimmy Page e David Gilmour, logo me interessei pelos truques do grande Andy Summers. E confesso que desde moleque eu queria aprender a tocar baixo por causa do Sting.
O fato é que a guitarra de Andy Summers tem uma personalidade única, assim como a bateria de Stewart Copeland e o vocal esganiçado e genial de Gordon Sumner, ou melhor, Sting.
Por mim eles ficavam tocando durante algumas horas, mas tudo que é bom acaba rápido, e o show terminou muito antes da minha disposição. De qualquer maneira ficou marcado, assim como o primeiro show deles que eu assisti nos anos 80. Eu delirei durante a execução de Every Little Thing She Does is Magic, a minha velha favorita, mas depois ainda rolou a clássica Roxanne, King of pain, So Lonely, que eu adorava tanto na versão do Police quanto naquela aversão genial do Léo Jaime pegando no pé de sua censora, em Solange, e tantas outras.
O show transmitido pelo Multishow inclusive já virou um DVD pirata muito popular nos mercados informais das grandes cidades do Brasil. Se quiser, pode conferir a performance do velho trio bretão no Maracanã no vídeo abaixo.
Setlist do show
01 - Message in a bottle
02 - Synchronicity II
03 - Voices inside my head (When the world is running down)
04 - Walking on the moon
05 - Don’t stand so close to me
06 - Driven to tears
07 - Hole in my life
08 - Truth hits everybody
09 - Every little thing she does is magic
10 - Wrapped around your finger
11 - De do do do, de da da da
12 - Invisible sun
13 - Walking in your footsteps
14 - Can’t stand losing you
15 - Roxanne
16 - King of pain
17 - So lonely
18 - Every breath you take
19 - Next to you
O projeto Twittories foi criado pelo CEO do The Podcast Network, Cameron Reilly, e busca descobrir se o Twitter pode ser usado para a criação de ficção. A idéia foi baseada naquela brincadeira de criança, em que você começa a contar uma história e cada amigo contribui com uma frase.
As regras são que cada história feita com o Twittories terá no máximo 140 partes, cada uma com no máximo, 140 caracteres. A primeira Twittory se chama “The Darkness Inside”, e começou ontem, com 140 participantes, e pode ser lida na íntegra aqui.
O propósito não é criar nenhuma obra prima, e sim fazer uma experiência com contribuições de várias pessoas no Twitter. A idéia de fazer um conto escrito por vários usuários usando o Twitter como ferramenta, respeitando o limite de caracteres, é excelente, e bem que alguém podia fazer uma versão nacional. Inclusive se eu tivesse tempo, que é um commodity cada vez mais raro na minha vida, trataria disto eu mesmo.
E quem acompanha o meu Twitter ficou sabendo disto ontem de noite.
UPDATE:
Graças ao Nababu.org me lembrei do Twitteratura, um projeto muito interessante que visa a criação de ficção no estilo Twitter, com histórias escritas com menos de 140 caracteres, um erro imperdoável da minha parte. As histórias do Twitteratura não são escritas de forma seqüencial, mas você não pode deixar de conferir. Valeu pelo toque, João M.!
O vídeo acima mostra trechos de 100 filmes, todos com frases dos personagens relativas ao número correspondente, desde o número 100 até o número 1, passando por muitos clássicos como Blade Runner, O Poderoso Chefão, A Ponte do Rio Kwai, De Volta para o Futuro e Cidadão Kane, entre muitos outros. O número 44 é o calibre da Magnum 44 de Clint Eastwood em Dirty Harry, por exemplo. Para quem gosta de cinema é simplesmente imperdível, pois as referências são as melhores possíveis.
No final o editor do vídeo presta um agradecimento a todo mundo que está envolvido na indústria do cinema, e com sinceridade, pede para não ser processado! Para mim ele merece é uma salva de palmas por um serviço muito bem feito!
Finalmente alguém me fez esta pergunta! Agradeço a Veri, minha amigona de longa data, que além de ser autora do ótimo blog 30 & Alguns, ainda é a Geek Chic Girl, dona do melhor blog de beleza, saúde, e gadgets femininos do Brasil.
E vamos ao meme*. A Liliana perguntou pra Veri que perguntou para mim, Mr. Gadget, a pessoa certa para esta empreitada.
Digamos que o meu avião caiu na ilha com uma ilha deserta, onde existe uma certa infra-estrutura, mas ela é limitada. Nos próximos 365 dias eu não vou poder ver ninguém, nem meu filho de 1 mês, nem minha linda filha, nem minha mulher, então tenho que tomar providências de conectividade, para saber como estão as coisas, porque se eu não soubesse de nada iria sair dali a nado até descobrir. E é claro que vou recorrer a alguns gadgets especiais que possam resolver esta questão.
Além de me deixar nesta furada, o meme ainda coloca alguns ingredientes curiosos no pacote, disfarçados de privilégios.
1. Na ilha você terá água à vontade e frutas nativas. Se souber pescar, com sorte vai poder comer um peixe de vez em quando. Fora isso, você terá que escolher apenas um tipo de comida salgada e um tipo de comida doce para comer todos os dias, o ano inteiro (podem ser cruas ou cozidas). Quais você escolhe?
Filé a Oswaldo Aranha e Dulce de Leche argentino.
2. Além da água (e, também com sorte, água de coco se você estiver disposto(a) a subir no coqueiro) não há nenhuma outra bebida na ilha, mas você pode também escolher um único tipo de bebida, fria ou quente, alcoólica ou não, para ter à sua disposição ao longo do ano. Qual você escolhe?
Capuccino.
3. Para manter a tradição, você pode também levar um único livro. Que livro você leva?
Eu simplesmente amei o livro Equador escrito pelo craque Miguel de Sousa Tavares, citado pela Veri, e acho que ela teria uma excelente leitura, mas como acabei de ler este, escolheria reler pela terceira vez o clássico Lord of the Rings de J.R.R. Tolkien.
4. Igualmente, você poderá levar um único filme para assistir. Que filme você leva?
Como já revi os seis filmes do Star Wars neste ano, escolheria a minha caixa com os DVDs do Poderoso Chefão de Francis Ford Coppola.
5. Você terá um notebook à sua disposição, mas com um único programa instalado. Mas você não pode usar um programa de comunicação (como email ou mensagens instantâneas). Qual programa teria mais utilidade para você e por que?
O Photoshop CS3 no meu MacBook Pro, para eu fazer muitos efeitos com as fotos que vou tirar na ilha.
6. Você poderá acessar a internet, mas este acesso é limitado a um único site, o ano todo. (Se você escolher o Google, por exemplo, não poderá navegar para os links dos resultados da sua busca, que estão fora do Google). Também não pode ser seu webmail, Meebo e afins ou sites de notícias (o que elimina os portais). Fora isso, não há restrição nenhuma ao tipo de site, inclusive os que permitem comunicação de outros tipos. A qual site você quer ter acesso por um ano e por que?
Já que a Veri já citou o Google Reader, escolho o Meebo para bater um papo com os amigos (não adianta falar que não vale porque não é um programa de comunicação, e sim um site!)
7. Você também poderá ouvir música. Mas, claro, você terá que ouvir a mesma música o ano todo, pois só pode escolher uma. Qual você leva? E se fosse um CD?
Uma música, Time do Pink Floyd. Um CD, “Message in a Box” do The Police.
8. Você poderá escolher um dia do ano para fazer uma única ligação para uma única pessoa, com quem poderá falar por 10 minutos. Para quem você vai ligar, quando e por que?
Ligar no meio do ano para a Diana para saber como vão meus filhos.
9. Você poderá escolher um programa de TV para assistir ao longo deste ano na ilha - limitado à freqüência de uma vez por semana. Você só não poderá assistir nenhum tipo de noticiário, fora isso não há restrições. Que programa você quer assistir?
Assim como a Veri, também escolho a minha série favorita do momento, Heroes.
10. Quando for seu aniversário, você terá direito a receber uma carta de um(a) amigo(a) ou familiar que tenha uma novidade para contar (sobre si próprio ou não). De quem você gostaria de receber a carta e com qual notícia?
Uma carta do Cardoso contando tudo que está havendo na blogosfera.
11. Como não queremos que você transforme uma bola de vôlei no seu melhor amigo imaginário e a única pessoa na ilha será você, você terá direito a levar um animal de estimação para lhe fazer companhia (veja como estou facilitando sua vida!). Que tipo de animal você escolhe e por que? É um animal que você já tenha?
Minha cadela Shanti Lee e minha gata Nicole já estão no céu dos bichos, por isso levaria um papagaio, para bater um papo com ele.
12. Do que você acha que sentirá mais falta? (Contato com as pessoas? Tecnologia? Não saber o que está acontecendo no mundo? Etc…)
Sentiria muita falta dos meus gadgets.
13. Por outro lado, o que você acha que será positivo, proveitoso ou benéfico na experiência? Ou divertido?
Aproveitar para dormir tudo que não tenho dormido ao longo dos últimos anos.
14. Por fim, você tem direito a levar 3 outros ítens à sua escolha que:
a) não entrem em contradição com nenhuma das perguntas anteriores
b) não seja algo que você vá usar para sair da ilha, como um barco, por exemplo.
O que você vai levar e por que?
Meu iPhone para jogar iSnake, iSolitaire e outros joguinhos, uma câmera digital para tirar umas fotos, e o recarregador solar Scotty Pro, para recarregar os meus gadgets.
Existem muitos motivos para não mandar PowerPoints para os outros por e-mail, e o principal deles é que eu e muitas outras pessoas esclarecidas simplesmente não abrem PowerPoints enviados por e-mail, a não ser que seja algo relacionado a trabalho e que elas estejam esperando por isso.
Não vejo sentido em fotos com textos inspiradores, cuja a grande maioria são os mesmos que circulam desde que a Internet usava fraldas. É por isso que eu peço, não me enviem PowerPoints pelo correio, é a maneira mais fácil de você ser incluído na minha lista de spammers. Isso para não falar naquelas apresentações que temos que assistir, com milhares de textos, poucas imagens e nenhum objetivo.
Mas o que vou citar agora eu ainda não sabia e é ainda mais aterrador do que isto. O consultor de apresentações Alexei Kapterev criou Death by PowerPoint, que mostra em 61 slides como você pode até matar sua platéia dependendo do nível de chatice da sua apresentação.
Existem 300 milhões de usuários de PowerPoint no mundo, que fazem 30 milhões de apresentações por dia, sendo que um milhão delas estão acontecendo neste exato momento, e 50% destas apresentações são insuportáveis! Alexei também explica qual é a cura para a falta de criatividade que resulta na chatice e no tédio nas apresentações, e ainda cita Albert Einstein: “Tudo deveria ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples do que isto.”
Pense nestas dicas antes de criar o seu PowerPoint! A brincadeira é sadia, divertida e educativa, e garanto que suas apresentações vão ficar muito mais interessantes. Confira também estas preciosas dicas do Lifehacker para melhorar ainda mais sua apresentação.
Uma pequena pausa para explicação: Se você não acredita que alguém possa trabalhar somente fazendo PowerPoints, eu garanto que sim, tanto que este é um cargo que eu já exerci e para o qual ocasionalmente acabo tendo que voltar, embora muito a contragosto. Nada contra a ferramenta PowerPoint da Microsoft, e nem contra o Keynote da Apple que eu uso para criar minhas apresentações (o Keynote exporta para o formato ppt), mas a grande verdade é que não importa a qualidade do programa usado, se a apresentação for inútil, longa e sem sentido.
Demorou muito mais do que eu pretendia, fruto daquantidadede blogsem queescrevo, mas eis aqui enfim a segunda e última parte da minha seleção de melhores séries da minha vida, completando os escolhidos junto com os do primeiro post, sem ordem de preferência.
Por mais que eu tenha uma ligação simbiótica com os Simpsons, a minha série favorita de animação é mesmo Futurama, e vai ser a única série deste tipo a entrar nesta seleção de 10 mais. E olha que eu adoro Anime Japonês, se fossem filmes e não séries, o escolhido em animação provavelmente seria um do Mestre Hayao Myiazaki. É que o apelo de Futurama para um garoto que como eu, amava Star Trek e Star Wars é enorme. São milhões de citações e referências a filmes e livros de ficção científica. Sempre tive um enorme fascínio por ficção científica seja ela escrita, filmada, desenhada e animada, e sou um incorrigível fanático por gadgets (veja o quanto no meu outro blog).
Quando eu era apenas um moleque, já era maluco pela série Kung Fu. A série, que originalmente era para ter sido estrelada por ninguém menos que Bruce Lee, acabou caindo nas mãos de David Carradine, mais conhecido para a turma mais nova como o Bill do “Kill Bill”. David interpretou muito bem o papel de Kwai Chang Caine, lá pelos idos de 1976, no ano em que fui ao Maracanã pela primeira vez. As minhas cenas favoritas, é claro, eram os ensinamentos recebidos por Caine do seu mentor. Outro dia mesmo revi o piloto e alguns episódios em DVD e achei que a série envelheceu muito bem. A mensagem de não violência é necessária nos dias de hoje. O mais engraçado é que eu estava pensando nesta série, que andei revendo em DVD, e quando fui olhar no Orangotag, ninguém estava assistindo.
Partindo de uma idéia original muito interessante, The 4400 é uma série de altos e baixos. Imagine o que aconteceria se todos os abduzidos ao longo de um grande período de tempo voltassem de uma vez só a viver entre nós, cada um exatamente como estava no momento em que foram levados. E não apenas isso, eles também voltariam com poderes especiais, alguns mais óbvios e úteis do que outros, é claro. A menina Maya, por exemplo, pode prever o futuro.
A idéia cria a possibilidade, assim como Heroes, de novos personagens com poderes incríveis a cada episódio, o que é super interessante mas depois de um tempo fica cansativo e acaba não criando o vínculo entre o espectador e o personagem. Depois de uma primeira temporada promissora, a série se perdeu um pouco mas parece ter encontrado o caminho na terceira temporada. Na verdade não é bem isso, a impressão que eu tenho é que as temporadas são muito curtas, quando está ficando bom, acaba. A quarta está passando lá fora, mas ainda não tive tempo de assistir.
Ela é uma dona de casa desesperada, mas não é nada disso que você está pensando. Esta série iconoclasta é um atentado a moral e aos bons costumes, e eu adoro, perfeita para um velho fã de Cheech & Chong. Mary Louise Parker e Elizabeth Perkins são engraçadas na medida certa, sem histronismos.
Os personagens e tramas secundárias são sensacionais, com destaque para a dupla Silas e Heylia, que estão perfeitos! Para mim é a a melhor série cômica que eu vi nos últimos tempos, e não podia ficar de fora do meu Top 10.
Essa eu pensei muito e quase não entrou. Eu gosto de Lost, mas a série me irrita. House M.D. é maravilhosa e já ia tomando no seu lugar, mas o que eu poderia escrever sobre está série além do que já foi muito bem escritopelo Cardoso? Voltemos então a ilha, eu assisti a primeira temporada de Lost como muitos e acabei me envolvendo com os personagens, e acompanhando todas as três. O problema de Lost, como muito bem cunhou o mesmo Cardoso, Lost é o jeito Dan Brown de fazer televisão. Bem, o que eu vou falar? Eu sou aquele tipo de pessoa que está sempre lendo um livro, e acabo lendo alguns livros dele também.
Eu quase desisti de vez nesta terceira temporada, porque o começo foi desastroso, e ainda por cima teve um episódio em que mostrou que eles todos estavam mortos, mas de alguma forma, e contra todas as minhas expectativas, os roteiristas conseguiram se recuperar fazendo um final bem empolgante, deixando um fio de esperança no futuro da série. A velha fórmula de nunca revelar nada e sempre abrir novas questões continua lá, firme e forte, e o pior é que alguém como eu ainda cai nessa, e para completar escolhe ela para entrar nesta lista.
Marcel Mangel nasceu na França em uma época tenebrosa, uma das mais sombrias do velho País Galês. Com 16 anos ele teve seu pai assassinado pela Gestapo e se viu orfão em plena ocupação nazista, o que para um garoto judeu era praticamente um atestado de óbito. Como muitos dos seus conterrâneos, Marcel era corajoso e não se submeteu ao império do mal, juntando-se a lendária Resistência Francesa. Marcel falava um inglês perfeito, e por conta disso e de sua coragem, acabou virando um oficial no exército americano.
Depois de assistir a um filme de Charlie Chaplin, Marcel estou artes cênicas em Paris, e trocou seu segundo nome para Marceau. Seu personagem mais famoso, o que o fez imortal, assim como o vagabundo de Chaplin, era Blip, o palhaço que trazia uma singela flor no chapéu. Para se ter uma idéia do alcance da obra de Marceau, um mímico que foi recebido por chefes de estado, até mesmo a famosa dança Moonwalk de Michael Jackson foi coreografada a partir de uma das performances do mestre dos mímicos, Walking Against the Wind (Andando Contra o Vento).
Eu tive a honra suprema de estar presente em uma de suas geniais apresentações no Theatro Municipal do Rio de Janeiro no ano de 1997*, em uma noite que está marcada na minha memória para sempre. Marceau foi um dos poucos artistas que atingiu a genialidade através da simplicidade, criando obras primas com gestos mínimos, silêncio e a sua expressividade que parecia maior do que a vida.
O mestre do silêncio vai fazer muita falta nesta época tão barulhenta, mas um mímico não morre nunca. Sua máscara, seu rosto, sua expressividade estarão presentes no nosso inconsciente coletivo por muitos e muitos séculos, e por mais que a genialidade do mestre não possa ser igualada nunca, uma simples interpretação de um jovem mímico pode trazê-lo de volta a qualquer instante.
Para terminar, algumas citações de Marcel Marceau, o mímico silencioso que sabia falar como ninguém:
“Não é verdade que os momentos mais tocantes da nossas vidas nos encontram sempre sem palavras?”
“Para fazer uma mímica do vento, você deve se tornar uma tempestade. Para fazer a mímica de um peixe, você deve se jogar ao mar.”
“Em silêncio e movimento você pode mostrar o reflexo das pessoas.”
“É bom se calar de vez em quando.”
“A música e o silêncio tem uma combinação tão forte porque a música é feita com o silêncio, e o silêncio é cheio de música”.
Não queria, juro que não queria colocar a imagem do Renan Calheiros no meu blog, estragando meu layout, mas não teve jeito. O dia de ontem, terça-feira, dia 12 de setembro de 2007, infelizmente ficará marcado na história do Brasil para sempre, como uma cicatriz que não fechou. Neste dia, 40 senadores federais, destes que tem um mandato de 8 anos (do qual saem com aposentadoria integral), votaram pela absolvição do presidente da casa, o tal do Calheiros, que ainda teve a cara de pau de dizer que a sua permanência no Senado era uma “vitória da democracia”. Só faltou alguém ensinar para esta pessoa o que significa a palavra democracia, que não deveria nunca ser confundida com troca de favores, conchavos e transações escusas.
O Renangate, é claro, acabou em pizza. Não fui ingênuo ao ponto de pensar que ele seria cassado, pois ninguém em sã consciência poderia esperar nada diferente de um Senado Federal que é parte de um congresso que mais parece um picadeiro de circo, e dos mais vagabundos por sinal, todo ele formado por atrações como raposas e palhaços.
O que dizer de Renan Calheiros, além de todas as acusações sérias que foram publicadas nos jornais e nas revistas nos últimos meses? Só queria acrescentar um detalhe: Este sujeito se lançou na política como padrinho e cabo eleitoral de Fernando Collor, que não por acaso é um dos Senadores que votou pela sua absolvição.
A reação festiva do seu fiel escudeiro Pres. Lula, mais uma vez me enche de vergonha por ter um dia votado nele como esperança para solucionar os problemas do nosso pobre Brasil. Este Lulla que está lá nada tem a ver com o seu passado de lutas e integridade, mas isso é assunto para outros posts.
Mas acho melhor deixar para lá, se eu falar tudo que penso sobre Renan e Lula, é capaz de aparecer um camburão da PF lá fora para me prender. Só fiz mesmo este pequeno post para deixar registrado o meu desânimo com o atual estado das coisas.
Para terminar queria dizer que o único ponto positivo de toda esta vergonha foi acompanhar o desempenho do meu Deputado Federal Fernando Gabeira, que não é um só homem, e sim um verdadeiro oásis de moralidade e integridade no meio do mar de lama que inunda o nosso país.
Ontem sinceramente tive vergonha de ouvir o nosso hino nacional no jogo do Brasil. Só que quem deveria ter mesmo vergonha não está nem aí. Vitória da democracia
A oposição promete parar o congresso se Renan não sair. Só que pra mim o congresso já está parado há muito tempo, já que não vota as reformas que são necessárias e urgentes, e tampouco pune os que quebram o decoro.
Seguindo o movimento de arrumação do meu quarto de trabalho, eu estava a muito tempo buscando uma solução para conseguir organizar meus CDs, que não são poucos. No ano passado eu fiz uma enorme estante no corredor para guardar os meus milhares de livros e revistas em quadrinhos, e como deu muito certo, resolvi criar uma estante como aquela, só que para os CDs.
O fim de semana passado foi todo dedicado a esta função. Depois de calcular qual seria o espaço necessário, fomos até o Leroy Merlin para comprar os suportes de ferro que ficam na parede e mandar cortar a madeira (ou melhor, o MDF) no tamanho certo. Voltando para a casa passei um bom tempo furando a parede, que no final ficou mais parecida com um queijo Suíço. O resultado ficou excelente, como você pode conferir na foto acima, tirada com o meu iPhone. Agora é possível encontrar cada CD no seu devido lugar. Estão todos organizados por ordem alfabética de baixo para cima. Os boxes e alguns DVDs selecionados ficam no andar de cima.